Notebook com Linux vale a pena? Veja prós e contras antes de comprar

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Uma das maneiras de economizar na hora de comprar um notebook é optar por modelos com sistema Linux . O valor mais em conta de modelos com a plataforma de distribuição livre se dá justamente por não cobrar o valor da licença de softwares complementares. O Windows 10 Home , por exemplo, pode ser adquirido de forma oficial por a partir de R$ 559,99 na versão mais básica, ou seja, sem pacote Office . Para ter o programa, é necessário pagar a partir de R$ 299 por uma assinatura de um ano.

Quando um usuário opta pelo Linux, além de ter uma grande variedade de versões do sistema à disposição, pode utilizar softwares gratuitos que oferecem funcionalidade similar aos editores de texto e demais programas conhecidos do Windows. Porém, existem alguns pontos negativos, principalmente para usuários menos experientes. Pensando nisso, o TechTudo apresenta a seguir os prós e contras de se utilizar um notebook com sistema operacional livre.

Um modelo no Brasil que traz Linux de fábrica é o Ideapad 330, da Lenovo. Uma versão do notebook equipada com um processador Intel Core i3 7020U, 4 GB de RAM e HD de 1 TB pode ser encontrada por a partir de R$ 1.580, contando com o sistema livre. Já na opção com Windows, o valor mínimo sobe para R$ 1.709.

Outra opção interessante é o notebook Dell Inspiron 15. O computador conta com o mesmo processador equipado no notebook da Lenovo, além dos 4 GB de RAM. No armazenamento, o dispositivo oferece 1 TB de HD, e seu display é de 15,6 polegadas. Com sistema Linux, você encontra esse Dell Inspiron por valores a partir dos R$ 1.766,91, enquanto na opção com Windows o preço sobe para R$ 1.889,99.

Como não requer licença do sistema operacional, um notebook com Linux pode ser vendido com preço reduzido, já que a fabricante não precisa incluir uma chave do software. Diversas fabricantes oferecem versões de seus notebooks com distribuições Linux. Vale ressaltar que esses equipamentos contam com as mesmas especificações técnicas de computadores equipados com Windows.

O espaço necessário para instalar o Linux normalmente também é menor quando comparado ao Windows. Existem diversas distribuições do Linux, mas, normalmente, o sistema operacional precisa de algo próximo de 10 GB para ser instalado. Uma distribuição popular que aparece em alguns modelos de notebooks comercializados no mercado brasileiro é a Ubuntu, que, em sua versão 18.4, ocupa pouco mais de 10 GB do HD.

A incidência de malwares em sistemas Linux é muito menor quando comparada ao Windows. Isso acontece pela grande diversidade, variantes do sistema e pela base de usuários, que não é tão grande nos PCs.

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O Linux também demanda alguns procedimentos diferenciados para execução de programas, o que faz com que o uso de arquivos executáveis, uma das formas mais comuns de mascarar um vírus, seja menor no sistema operacional livre.

O Linux é muito utilizado por usuários avançados, já que o sistema permite ao administrador ter um controle maior sobre o sistema. O que também faz com que, para explorar todo o potencial do sistema, o usuário tenha um conhecimento avançado do OS. Algumas configurações, ou até mesmo a instalação de programas, requerem comandos específicos e pouco familiares para a maioria dos usuários de computadores.

O Linux é diferente do Windows, mesmo tendo algumas distribuições que trazem aparência semelhante à interface da Microsoft. Portanto, utilizar o sistema é uma experiência bastante diferente em praticamente todos os aspectos.

Desse modo, um notebook novo com Linux, para uma pessoa que sempre utilizou Windows, pode ser um grande desafio. Claro que as funções mais simples, como navegar na internet e reproduzir mídia, por exemplo, não devem ser um desafio. Mas algumas funções importantes e que são acessadas facilmente em outros sistemas podem estar um pouco mais escondidas em determinadas versões do Linux.

Quem utiliza regularmente o Linux já deve conhecer as versões alternativas de softwares conhecidos pelo grande público. Apesar disso, esse é outro ponto que pode dificultar na hora de utilizar seu notebook novo. No Linux, programas como Word, Excel e afins só estão disponíveis em versões alternativas.

Os usuários gamer também precisam avaliar bem antes de comprar, já que jogos triplo A, de grande produção e ampla divulgação, não são abundantes em Linux. Plataformas como Origin, Uplay e similares tampouco aparecem no sistema. Anos atrás a Steam tentou uma iniciativa, chamada de Steam OS, que nada mais é que uma versão do Linux para gamers. Apesar disso nem o software nem as opções de hardware disponibilizadas deram muito certo.

Fonte: TechTudo