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quinta-feira, 5 agosto 2021
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Como o código de Hamurabi ajudou nos estudos da Mesopotâmia?

Com as cheias dos rios, os povos da Mesopotâmia tiveram que elaborar técnicas engenhosas para que controlassem a violência da água e, ao mesmo tempo, plantassem no momento ideal para que o cultivo não fosse em vão.

No código de Hamurabi, também é possível encontrar trechos que determinam punições para aqueles que deixassem a água entrar para o terreno de outro vizinho (lei 56): “Se um Awin abriu a água e a água carregou os trabalhos do campo vizinho: ele medirá para cada BUR de campo 10 BUR de grão.” Na lei 57, dita-se como o pastor deve lidar com as ovelhas em um campo caso pastem a mais e quais são os pagamentos em grãos a serem feitos. 

De acordo com Marcelo Rede, os objetos de trabalho eram moldados através do frio e, após isso, passaram a ser derretidos e misturados para que formassem formas mais agradáveis para trabalho, tornando-se ainda mais robustos. A química, que sempre existiu através das reações do corpo humano e da natureza, passa a ser testada em um laboratório ao ar livre, de forma inconsciente de sua existência: o fogo fazia parte da construção das ligas metálicas. Muitas mudanças na história passaram a ocorrer porque o ser humano teria se transformado em um agricultor.  

A domesticação dos animais já existe desde o período neolítico em que se encontraram inúmeros ossos dentro dos sítios. Começaram a criar métodos para manterem os animais em grupos e rebanhos para que fosse possível extrair ovos e leite.

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Ainda nesta mesma época, a sedentarização começou a ocorrer e se pensavam em formas de deixar as estruturas ainda mais rígidas para moradia. Foi assim que passou a existir indícios da urbanização. Uma das primeiras cidades foi Uruk, que posteriormente viria a fazer parte da epopeia de Gilgamesh: o rei Uruk viria a ser marcado pela história através da argila e das cunhas. Outros dois grandes centros urbanos foram Ur e Eridu.  

Mesopotâmia…

Mostra-se que, desde o início, os humanos seriam agrupados em sociedade na formação de centros e a domesticação de animais. Não seria de se esperar que alguns problemas poderiam surgir com a criação destes grupos: conflitos, busca de poder, expansão de território e até mesmo as classes sociais e desigualdades. 

Para que houvesse um controle da circulação interna e externa, surgiu a escrita: ela contabilizava os negócios, quantidades de animais, inscrições de reis, contratos e outros aspectos. A complexidade passou a fazer parte de uma rotina nunca vivida: agora, apenas a fala como forma de controle não seria mais o suficiente.  

Neste tempo, as pessoas da Mesopotâmia começaram a mudar a forma de viver e pensar: começou-se a valorizar a fertilidade, reprodução e o social. Um exemplo é a deusa ISHTAR, ela é equivalente a deusa do Céu Inanna da Suméria ou Afrodite: com grandes quadris, é responsável pela reprodução, sua história também foi passada por milênios através da escrita cuneiforme.  

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As comunidades eram formadas por pessoas próximas e que ajudavam a criar as irrigações e outras construções. Ainda não existia a “privatização” das terras e elas eram de uso coletivo pela população. Foi somente no milênio 3 a.c que as famílias começaram a dividir em lotes a quem pertenciam juntamente com as regras de como isso deveria ocorrer.  

No texto de Emanuel Bouzon, que traz consigo as leis de Hamurrabi, é possível encontrar breves relatos sobre as heranças e a criação de casas sobre o terreno de outro vizinho. A “lei D” afirma que se um Awilun construir uma casa no terreno de outro proprietário, irá perder o bem (1976, pág 18). 

Há ainda o Usucapião brasileiro que se trata de utilizar uma terra como moradia ou forma de sustento por 10 anos. Dessa forma, o proprietário inicial perderia o direito sobre o chão já que deveria ter realizado a intervenção antes deste tempo. A lei é determinada no artigo 1.238 do Código Civil. 

Apesar da história antiga ainda possuir algumas lacunas, certas epopeias e documentos já foram traduzidos ou interpretados, como o código de Hamurabbi, Pedra de Roseta, Gilgamesh e tabuinhas diversas. Consequentemente, foi possível criar uma narrativa sobre os porquês dos acontecimentos. Apesar de ainda existirem espaços vazios, o esforço é infinito para que sejam preenchidos.  

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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