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quinta-feira, 5 agosto 2021
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Crítica externa: o que é? Como fazer? – Langlois e Seignobos

De acordo com Langlois e Seignobos, todo o processo e restauração, compilação, classificação e análise de documentos é chamado por CRÍTICA EXTERNA. 

Antes de analisar um documento histórico para chegar a um fato, é necessário passar pela crítica externa. O original é diferente da reprodução editada. Muitas vezes, ao ler cartas publicadas e revisadas, pode-se entender algo diferente do que o autor tentou dizer. Sendo assim, as garantias de exatidão são ainda menores.

A questão é que somente existem cópias e muitos documentos originais foram perdidosExistem até mesmo cópias de cópias em que os escribas mal entendiam o conteúdo que continha nos documentos. Por isso, antes de se servir de uma fonte, é mais que necessário descobrir até que ponto “foi assinado pelo autor”, isto é, são originais.  

Também é necessário analisar a procedência porque nem sempre foi aquele autor que realmente escreveu determinado texto. Dessa forma, analisar os documentos originais e entender a letra e linguagem, poderia ajudar a descobrir. Há casos de repetição de textos que nem sempre foi o autor que escreveu e apenas copiou.  

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Durante muito tempo os historiadores usaram qualquer documento que vinha parar nas mãos. Muitos copistas fizeram alterações de forma proposital. Houve também erros de digitação ou compreensão do que foi dito.  

CRÍTICA DA PROCEDÊNCIA – Langlois e Seignobos 

É necessário sempre indagar de onde vieram os documentos e quais as procedências do mesmo. Atualmente, a maioria dos documentos são datados e possuem localização, mas o oposto ocorre com os antigos. Mas, apenas estar o nome não indica procedência: pode haver outra pessoa que escreveu, mas não estar o nome dela na obra. Para isso, pode-se usar a língua já que muitos falsários acabam escorregando em termos modernos ao inserir em obras antigas. É necessário fazer essa análise interna sobre ele.  

Para Langlois e Seignobos, pode ocorrer ainda de um mesmo texto ser encontrado em vários livros diferentes e de anos diversos: antigamente o plágio não era proibido e era tido como uma concordância de opiniões. Sendo assim, é necessário que haja uma investigação.  

Leia mais: Langlois e Seignobos – Introdução aos Estudos Históricos (resumo)

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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