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quinta-feira, 5 agosto 2021
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Langlois e Seignobos – Introdução aos Estudos Históricos (resumo)

Para Langlois e Seignobos, o documento é um dos principais trabalhos do historiador e ele precisa saber como lidar com cada um já que, em qualquer imprevisto, pode perder todos os objetos de estudo. A forma de recolher as informações nem sempre foi a mesma. Um exemplo disso é a Idade Média que tinha muitos textos divididos em bibliotecas diversas e, consequentemente, era complexo encontrar e montar uma linha histórica. Sem contar ainda com os sítios que eram escondidos pela terra.  

A heurística prevê que todos esses documentos sejam públicos e que não fiquem guardados nas mãos de colecionadores. Na Renascença, surgiram muitos colecionadores de documentos e isso dificultava o acesso aos mesmos. Com a liberação dessas informações, foi ainda mais fácil evoluir os estudos da história. Um exemplo foi a Revolução Francesa que deixou todos os bens do Estado confiscados. As operações revolucionárias também tiveram os seus malefícios já que muitos povos degradaram documentos que achavam menos importantes e salvavam outros.  

Apesar do Estado, atualmente, possuir arquivos e museus, ainda há as coleções menores. O número de lugares que possuem esses documentos é menor e estão todos centralizados. Atualmente, é possível consultar, sem pagar muito – ou gratuitamente -, textos e imagens de todos os países devido a serviços internacionais.  

O desenvolvimento da história, também depende do inventário já que ele deve ser descritivo. Entretanto, para isso seria necessário ter “homens” e dinheiro já que é um processo intenso e demorado, que pode sair caro para o Estado ou determinada pesquisa. Levantar inventários é um trabalho penoso e que, quando as pessoas preferem trabalhar somente para si na catalogação, há retardo no desenvolvimento.  

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É necessário escolher textos com cautela e ter os porquês. Não se pode usar documentos ao acaso para estudar determinado assunto. A história pode ser feita com poucos documentos, mas só pela metade: é necessário, para completar os estudos, frequentar os grandes centros em que há a concentração maior. O tema a ser estudado também deve ser relevante para poupar tempo e conseguir avançar ainda mais nas descobertas.  

Langlois e Seignobos – ciências auxiliares

Quando se encontra os centros, é importante saber se esses documentos já sofreram com críticas (e se elas estão convenientes e porque) e também se estão em estado bruto (precisando de crítica e análise). Para fazer isso, é necessário possuir alguns estudos e neste caso entram as ciências auxiliares.  Neste caso, as ciências auxiliares podem variar já que cada historiador deve ir para uma área. Não há necessidade de se aprofundar a economia se não se estuda sobre ela no passado, por exemplo.  

De acordo com Langlois e Seignobos, se o estudo pede a análise de documentos escritos de forma bruta em outra língua, é necessário entender a caligrafia da época juntamente com a língua. Também é preciso entender a autenticidade para saber se é verídico: para isso, se utiliza os conhecimentos na língua e termos utilizados durante o texto.  

Dessa forma, a paleografia (qualquer forma antiga de escrita, tanto em documentos como em inscrições), epigrafia (estudo da composição de epígrafes, de inscrições), filologia (estudo rigoroso dos documentos escritos antigos e de sua transmissão, para estabelecer, interpretar e editar esses textos), são ciências auxiliares da história 

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Não há como ter conhecimentos auxiliares que sejam úteis a todos os trabalhadores da história, um historiador da idade média não precisa saber ler um documento sobre diplomáticaO aprendizado técnico e erudito depende da área que está prestes a ser estudada. Vale ressaltar que o historiador não deve deter a todo o conhecimento 

Leia mais: Divina Comédia: resumo e crítica da obra

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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