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sexta-feira, 3 dezembro 2021
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Como a alta da inflação afeta o comércio mesmo sem aumento de preço direto?

Em outubro, o IBGE informou que o IPCA (inflação) acumulado estaria em 10,2% nos últimos doze meses até setembro. Como consequência, há o aumento do preço para o consumidor e, em alguns casos, ocorrem atitudes indiretas das empresas e lojas para que o indivíduo não sinta esse impacto.

Por exemplo, em vez de aumentar o valor para continuar com os mesmos serviços visto que estão mais caros, há a retirada de algumas vantagens que eram oferecidas, como no  caso dos hotéis, a diminuição de limpeza dos quartos, falta de possibilidade em ter acesso a ar condicionado. 

Nos carros que iam para limpeza, há o uso de produtos que eram mais baratos para que o valor possa continuar o mesmo. Logo, de forma indireta, perde-se a qualidade do que poderia ser oferecido para o indivíduo.  Essa é uma forma da empresa conseguir continuar com o cliente mas, ao mesmo tempo, não aumentar o preço durante a crise. 

O que esse aumento da inflação quer dizer, diretamente?

O aumento da inflação quer dizer que o dinheiro está desvalorizando. Então, R$ 1 mil no mês de setembro de 2020 teria que valer R$ 1102 para que continuasse valendo a mesma coisa que no ano passado. Logo, se o rendimento de determinada aplicação no banco renderia cerca de 10% ao ano, ela ainda não acompanha a inflação, visto que o IPCA está a 10,2%. Quando o investimento rende menos que isso, o investidor acaba perdendo dinheiro. É justamente por isso que aplicações de IPCA estão se tornando cada vez mais procuradas, apesar de diretamente terem um retorno de lucro menor. 

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Apesar do aumento da Selic para 6,2%, o Banco Central não está conseguindo acompanhar a desvalorização do real perante outras moedas, como é o caso do dólar. E, até o final deste ano, é previsto uma alteração para 8% ou mais da taxa de juros. 

Daiane Souzahttp://visaoconfiavel.com/
Formação em jornalismo pela Uniasselvi e em história pela FURB. Amante, desde o ano de 2017, pela produção de conteúdos, notícias e redação em geral. Atualmente, trabalha como redatora da agência jornalística Visão Confiável (http://visaoconfiavel.com/).

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