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quinta-feira, 20 janeiro 2022
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Por que a maioria dos investidores NÃO investe na poupança?

Durante o ano de 2021, os saques da poupança tiveram valores recordes acima de R$ 35 bilhões. Os valores mais altos foram retirados durante o final de ano, chegando a cerca de R$ 7 bilhões. Existe uma explicação simples para isso: uma grande parte dos brasileiros estava precisando comprar presentes e até mesmo viajar, o que também funciona como um estímulo para a economia. 

No ano passado, os rendimentos estavam na faixa de 70% sobre o que era pago pela Taxa Selic. Por isso, pode-se dizer que os retornos estavam abaixo da inflação. Logo, estaria havendo a perda de dinheiro. Durante uma grande parte dos meses, o valor de retorno estava em 5% (podendo variar de acordo com o banco e a Selic). No entanto, a inflação somente até o mês de novembro de 2021 chegou a 10,7%. 

Os investidores recomendam que até mesmo os mais conservadores preferem outras alternativas que a poupança, como é o caso da renda fixa que conta com CDBs com resgate imediato a partir de 100% do CDI.

Vale salientar, além disso, que para quem conta com projetos a longo prazo, também existe a alternativa de aplicar em LCI ou LCA que geralmente são mais lucrativas e não possuem o desconto do imposto de renda como acontece com o CDB. 

Investir em poupança, na atual situação econômica do país, vem sendo perder dinheiro de forma indireta porque o rendimento não acompanha a desvalorização real a cada dia. Os preços estão cada vez mais altos e os brasileiros estão perdendo o poder de compra.

Poupança: Como a inflação faz perder poder de compra? 

Supondo que compre na faixa de 5 canetas por R$ 10, sendo R$ 2 cada uma.  No entanto, cada caneta fica mais cara, a R$ 2,50. O seu salário é o mesmo, mas o valor da caneta não. Então, em vez de comprar 5, consegue-se comprar apenas 4. O aumento de preços (inflação) associada ao salário estagnado configura em perda de poder aquisitivo. 

Daiane Souza
Formação em jornalismo pela Uniasselvi e em história pela FURB. Amante, desde o ano de 2017, pela produção de conteúdos, notícias e redação em geral.

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