China passa a comprar mais carne bovina de MT e mercado começa a se recuperar

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Mato Grosso passou a exportar mais carne bovina para a China, neste ano, segundo o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca. Antes, apenas um frigorífico vendia carnes para o país asiático. Já em 2019 esse número aumentou para sete.

De acordo com Daniel, há três anos, o setor de carnes vinha com baixos preços, o que desestimulava alguns produtores a investirem em suas propriedades e na produção.

“Agora vemos um cenário diferente. A gente tem uma exportação mais forte, abrindo novos mercados no sudeste asiático e aumentando volumes para os que nós já entregamos”, afirmou.

O superintendente afirmou que a perspectiva de venda é boa, principalmente, porque o mercado interno também deve comprar mais nos próximos anos.

“Potencialmente, a economia brasileira poderá crescer um pouco mais de 1% e o mercado de carnes é diferente dos grãos. A maioria da produção de carnes fica no Brasil, então o mercado interno brasileiro é fundamental”, explicou.

Latorraca avaliou que a taxa de desemprego deve apresentar queda em todo o país. Com isso, a renda das famílias será maior e, consequentemente, elas deverão consumir mais carne. “Quando a renda de uma família é aumentada, ela passa a se alimentar melhor”, ressaltou.

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Nas regiões dos novos frigoríficos a geração de emprego também aumentou. Segundo o superintendente, todos os municípios de Mato Grosso possuem criação de gado.

O uso de ingredientes alternativos para a produção de ração, como os grãos secos por destilação (DDGs, na sigla em inglês), subproduto da fabricação de etanol de milho, tem potencializado a pecuária no estado.

Daniel afirmou que, há 10 anos, 66% do abate era de animais com mais de três anos. Já nos últimos dois anos, a maioria dos animais de abate tem menos de três anos.

“Com a intensificação da criação, o ciclo da pecuária está diminuindo e acelerando a produção de carne. O DDG tem contribuído muito com o setor”, ressaltou.

Com a queda na produção de carne suína na China, devido à peste suína africana, a produção e exportação da carne deve ter aumento significativo, em Mato Grosso.

Fonte: G1