Entenda as novas regras do cheque especial e saiba a importância de mudar para o parcelado

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Entenda as novas regras do cheque especial e saiba a importância de mudar para o parcelado
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Recorrer ao cheque especial é uma tentação perigosa. O limite está ali, aprovado em sua conta. Pode ser, porém, um convite à desorganização financeira: esse crédito é incluído como parte do orçamento do dia a dia, quando não deveria ser. Se usado com responsabilidade, o cheque especial pode ser um aliado por sua praticidade.

Em vigor desde o ano passado, uma regulamentação criada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) incentiva o uso consciente da ferramenta. Determina, por exemplo, que o banco deve avisar o cliente quando ele entra no cheque especial, o que faz com que atente para os juros altos embutidos nessa modalidade de crédito.

Outra modificação da nova regulamentação diz respeito às informações sobre o limite aprovado: agora, o valor aparece em local separado do saldo, evitando o entendimento equivocado de que faz parte do orçamento. Reforça-se, assim, que o cheque especial, apesar de estar disponível na conta corrente, não está incluído no montante que o cliente tem para gastar no mês.

Tomados os devidos cuidados com os juros altos, esse tipo de crédito pode ser útil, por exemplo, em situações emergenciais. Quando surge um gasto imprevisto que não pode ser contornado, entrar no cheque especial pode solucionar o problema.

Tudo, porém, deve ser feito com o devido planejamento. É preciso atentar para o tempo que a conta corrente fica no vermelho para evitar o pagamento de taxas de juros muito altas. Há bancos que oferecem, por exemplo, 10 dias por mês sem juros no cheque especial. Mas lembre-se: caso ultrapasse esse período, a cobrança será pelo tempo total, e não pelo adicional. Ou seja, se você se descuidar e ficar 11 dias, incidirão juros por todo o período, e não apenas por um dia.

Mais uma vantagem das novas regras é a determinação aos bancos de que ofereçam, aos clientes que usarem mais de 15% do seu limite no período de 30 dias, linhas de créditos com taxas menores, que podem lhe ajudar a sair do vermelho. Informe-se sobre as condições desse tipo de alternativa e avalie se não vale a pena contrair um empréstimo com taxas mais vantajosas. Os bancos têm um conjunto variado linhas de crédito: o cheque especial representa apenas 1,4% do crédito total dos bancos. Produtos como crédito consignado, crédito pessoal e linhas de financiamento estão disponíveis com juros mais baixos que o cheque especial.

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Um bom exemplo dessa busca por mais opções é a migração do cheque especial rotativo para o parcelado, uma mudança que foi adotada por mais de 12 milhões de pessoas desde o início da vigência da nova regulamentação. Em junho, a taxa média paga por quem optou pela mudança caiu de 12,48% para 3,09% ao mês. Ou seja, o parcelado teve taxa 75,24% menor do que o rotativo.

Não se esqueça, porém, que o melhor é se organizar para gastar de acordo com seu orçamento, evitando o endividamento. Se você quer realizar um sonho, como uma viagem ou a compra de um carro, procure linhas de crédito com juros mais baixos: o cheque especial serve para as situações emergenciais que saem do planejamento necessário para compras mais dispendiosas.

Como é o caso com qualquer serviço de empréstimo, use o cheque especial com responsabilidade e consciência do que está fazendo. Se a dívida crescer demais, fale com seu gerente, negocie e entenda quais são as opções que podem lhe ajudar a reorganizar sua vida financeira, evitando assim a inadimplência dos contratos e a inclusão do CPF na lista de cadastros restritivos.

Fonte: G1