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terça-feira, 3 agosto 2021
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A Mesopotâmia – Marcelo Rede – Confira resumo

A região da Mesopotâmia é demarcada por culturas, línguas e povos diferente. Não são povos homogêneos: é um contexto recheado de heterogeneidade e pluralidade. Mas, apesar dos estudos serem realizados em maior número no século XXI e XX, nem sempre foi assim: até o século XIX, muitas línguas ainda não tinham sido traduzidas e os estudos eram guiados para outros ramos da história devido à dificuldade e falta de materiais.  

Os estudos das civilizações mesopotâmicas passaram por caminhos complexos: as línguas foram esquecidas por completo e ninguém saberia, durante muitos anos, como traduzir os textos e documentos.  Um dos processos para a decifração foi a comparação dos textos, como ocorreu com a pedra Roseta que estava em três línguas: hieróglifos, demótico e grego. Ela foi encontrada inicialmente pelo exército de Napoleão, em 1799, durante as excursões para o Egito.

Anos depois, após conflitos com os ingleses, os franceses perderam o domínio sobre a pedra que hoje se encontra no Museu Britânico. Outros documentos históricos também influenciaram para a “tradução” das línguas, como o rochedo de Behistun. Ele é para a escrita cuneiforme o mesmo que a Roseta foi para hieróglifos. Foi em 1838 que Rawlinson conseguiu decifrar uma parte dos escritos através da comparação, sendo o sumério um dos mais difíceis e demorados. 

Mesopotâmia

Na epopeia de Gilgamesh, é possível encontrar trechos que falam sobre as florestas e montanhas, como eram importantes para a estrutura das sociedades. No código de Hamurabi, havia dezenas de leis que proibiam o corte das madeiras, especialmente o cedro, e determinavam como deveria ser a agricultura, foi escrito na Suméria em XVIII a.C. Em uma das leis, era proibido cortar as árvores frutíferas ou madeiras porque o cultivo era extenso e benéfico, até porque o solo e clima exigiam muitos cuidados para tal feito. Uma das mesmas regras é encontrada dentro da bíblia no livro de Deuteronômio, capítulo 20 e versículo 19.

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Apesar do preconceito existente por muitas pessoas fora da academia sobre o solo seco e árido, a região mesopotâmica continha terras férteis e com rios que permitiam a molhada e, consequentemente, o desabrochar dos grãos. A seca de rios ou falta de vegetação pode ocorrer por inúmeros motivos, além do relevo e do clima que é o caso da Mesopotâmia. 

Um exemplo é a Amazônia que pode se tornar um deserto e, em 1991, Carlos Nobre já sugeriu uma savanização do local que deixaria as terras impossibilitadas para a plantação e cultivo de outras árvores.  Um dos motivos é o desmatamento que aumentou em 34% em 2020 e derrubou 9,2 mil quilômetros quadrados, de acordo com o Jornal USP. 

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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