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sexta-feira, 23 julho 2021
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Críticas da história e o uso de fontes: entenda mais sobre

Assim como a metodologia da história muda, a fonte também se diverge. A fonte é o objeto de estudo e ele pode ser qualquer coisa: desde um pedaço de osso encontrado em uma escavação que possui 5 mil anos ou até mesmo um documento internacional atual. O que é considerado como fonte para um historiador, não é considerado para outro. Fontes históricas são tudo aquilo que foi produzido pelos humanos e que deixam um vestígio da humanidade.   

CRÍTICAS DA HISTÓRIA 

Os historiadores antigos acreditaram, durante muito tempo, que a história deveria servir para ensinar através dos grandes temas como as guerras e imperadores. Com a ascensão da retórica e da oratória, também era considerado muito importante saber como escrever bem e de forma atraente. O próprio Gaston, que estudou Tácito, diz que o historiador romano alterava as falas dos personagens com intuito de deixá-las mais atraentes e menos cansativas.   

Beda, foi teólogo e monge inglês, tentava fazer o uso da crítica para descobrir qual o sentido das palavras e frases encontradas na bíblia. Ele foi um dos principais críticos da bíblia e escritor de comentários e traduções. Aparentemente, falava inglês antigo, hebraico, latim e entendia grego.

Teve papel crucial na história e foi referência no uso de suas fontes: sempre informava de forma clara que se preocupava com a veracidade das informações. Apesar disso, não dizia de onde que as tirava e as mantinha em segredo: essa é uma das atuais diferenças do historiador com o jornalista, o historiador deve sempre informar os documentos e fontes enquanto o jornalista os pode manter em segredo.

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Uma de suas principais obras é “História Eclesiástica do Povo Inglês” que conta a história do cristianismo e dos ingleses e foi terminada no ano de 731 a.C.  Sua obra tem grande referência para a história eclesiástica do povo inglês.   

Além de São Beda fazer o uso da crítica e das análises dos documentos e referências, Agostinho, que veio alguns séculos antes, também defendia a crítica nas análises históricas.

Também é considerado por muitos historiadores como o pai da igreja e da história por ser o principal responsável pela organização dos textos e análises deles para que depois, houvesse a montagem de uma narrativa com análises revisadas para que não passassem informações irreais. Ele argumentava que era necessário usar até mesmo os textos pagãos para montar uma narrativa ainda mais completa, mas que era necessário saber diferenciar os equívocos.

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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