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terça-feira, 27 julho 2021
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Tipos de governo para Platão: ele defendia a democracia?

Existem também, como diferentes tipos de almas, os divergentes tipos de governos: Iniciamos com a Timocracia de Platão (o amor à justiça é substituído pelo amor ao poder e à riqueza) e após sua falha, surgirá a oligarquia(ricos comandam).

Os pobres irão para a guerra e tomarão o poder, surgindo a democracia. Logo, a democracia com seu extremo nível de liberdade, se degenera em uma anarquia. Ao exasperar a liberdade como bem supremo, “eliminam-se até as diferenças impostas pela natureza e, assim, a liberdade em excesso não conduz a mais nada que não seja a escravatura em excesso, quer para o indivíduo, quer para o Estado”.

E dessa forma surge a Tirania: do cúmulo da liberdade surge a mais completa e mais selvagem das escravaturas. Primeiro, instaura-se a anarquia, e dessa situação aproveita-se o tirano que, de pretenso defensor da ordem, transforma-se em lobo, impondo a força sobre todos.

A cidade ideal degrada-se naturalmente, como tudo o mais. Podendo ocorrer com o esfriamento das virtudes dos timocratas, com a concentração do poder nas oligarquias, com o individualismo das democracias, o resultado fatal só poderá ser o surgimento da tirania. Esta é a ordem natural da decadência dos regimes políticos, destruídos pelas suas próprias negatividades.

Resumidamente podemos dizer que:

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Oligarquia: governo apenas de ricos e elites.

Democracia: governo da maioria, dos pobres (são maioria).

Aristocracia: governo de poucos e bons.

Monarquia: governo de um só.

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Tirania: Excesso de liberdade presente na democracia, isso gera o anarquismo que forma tirania.

Quem deve governar? Pessoas como Platão!

Uma pessoa boa apenas aceita governar para aperfeiçoar sua arte e não tirar proveitos pessoais, eles também não aceitam serem governados por alguém sem conhecimento. Portanto, em uma sociedade totalmente justa ninguém iria querer governar. Criamos então, um enorme conflito político com essa afirmação.

O filósofo seria o ser perfeito para governar a cidade que Platão constrói em seus devaneios: é justo e pode dar a cada um a oportunidade de ser e trabalhar de acordo com suas virtudes e qualidades. Além disso, o governante saberia como reagir com sabedoria (e não com simples opinião) em todos os momentos. É importante relembrar que o candidato deve ser alguém nobre e não desviar de seu caminho, pois, não há como crescer uma árvore em meio a pedras. Então, durante toda sua vida, ele deve ser educado com a aritmética, filosofia, música e ginástica.

Desta forma, a alma filosófica ao “contemplar a totalidade do tempo e do ser”, colocará a própria vida e a morte em segundo plano e se “apaixonará pelo saber que possa revelar-lhe algo daquela essência que existe sempre, e que não se desvirtua por ação da geração e da corrupção”.

O medo da morte e sua relação com a filosofia

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O mesmo assunto é tratado em Fédon em que Platão argumenta que a alma é imortal e não depende do corpo para existir. Com isso, o filósofo não deveria possuir medo da morte pois é como se ele continuasse vivo mesmo após ela (podendo alcançar todo o conhecimento possível– mundo das ideias.).

O pensador não prevalece as vontades físicas pois, a vontade da alma de absorver o conhecimento e sempre ser justo domina sua mente. Ele deve ser capaz de atingir aquilo que se mantém sempre do mesmo modo, os que não o são se perdem no que é múltiplo e variável. Por esse motivo, o governante deve ser temperante e sábio.

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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