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quinta-feira, 6 maio 2021
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Filosofia Crítica da História em Henri-Irénée Marrou

Para Marrou, uma vez que o historiador cria uma pergunta sem resposta, deve procurar por uma solução e é dessa forma que surgem os documentos. Pode ocorrer dois casos: a falta deles, como ocorre na história antiga ou então, o excesso deles como na história contemporânea.  

A compreensão do passado não se faz somente com o homem e sim ao usar os seus rastros. Para isso, usa-se a biologia, meio ambiente, química e muitos outros. O entendimento de documentos filosóficos deve ser ainda mais difícil já que os filósofos devem criar termos e usar gírias próprias para explicar assuntos mais complexos. 

Neste caso, pode ocorrer o mesmo que ocorre quando se insere termos diferentes para crianças: elas entendem o significado ao utilizar o conjunto de palavras em volta da frase.  

O historiador deve sair de si mesmo para entender o outro, não pode permanecer no conforto e deve pensar em ser flexível: não ir apenas para o lado que lhe convém e é confortável.  

CONDIÇÕES E MEIOS DE COMPREENSÃO  – MARROU

A crítica surge com o intuito de demolir a construção de um conhecimento imperfeito. Dessa forma, consegue-se saber o que é verdade e o que é falso em um documento ou registro já que eles nem sempre dizem a verdade. 

A história desenvolve humildade em vez do orgulho e ajuda a olhar para outros ângulos. Os bárbaros desprezam os lados que não lhes convém e isso é perigoso para o historiador.  

O valor do conhecimento histórico é diretamente função da riqueza interior, da abertura de espírito” 

O conhecimento histórico dá valor ao que o historiador tem de espírito: se ele gosta de abordar sobre religião, irá falar sobre isso. Se gosta da arte, tende a pesquisar sobre o assunto. O conhecimento real do documento ensina a como ler de verdade o que possui e não buscar por informações onde não existem.  

Neste caso, deve-se fazer o uso das ciências auxiliares. Elas ajudam a identificar algumas características cruciais dos campos de estudo.  Sempre que o texto passa por filólogos e tradutores, sofre com alterações e, consequentemente, o autor original se perde e há camadas sobre eles.  

1- Crítica externa 

Tudo relacionado a origem do documento. 

Crítica da autenticidade: saber se o texto é original, cópia ou editado. 

Crítica da proveniência: Saber quem escreveu, quando e como para depois inserir em um contexto.  

2- Crítica interna 

Interpretação: entender o que o autor quis dizer e tentar deixar de lado nossas opiniões. 

Leia mais: MARROU: Do conhecimento histórico – resumo

 
Daiane Souza
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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