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sexta-feira, 23 julho 2021
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História pode ser comparada a um relacionamento abusivo

A história é vista desde o Egito Faraônico como uma tentativa de voltar ao passado, como se o passado fosse melhor que os atuais dias. Penso que o caso pode ser comparado a “relacionamentos abusivos”, por mais que fuja um pouco da temática de história abordada neste artigo. No Facebook, existe um grupo chamado R.A – Relacionamento Abusivo.

Nele, é possível encontrar vários casos de estupros maritais e violência sofrida por mulheres em relacionamentos conturbados: muitas usam essa rede social com intuito de desabafar de forma anônima ou então, para receber conselhos.  Mas, qual a relação? Um dos principais sinais do relacionamento abusivo é a dependência emocional após o término, é o esquecimento e apagamento dos acontecimentos ruins: a mente lembra apenas os acontecimentos bons e pouca, ou quase nada, coisa ruim.   

A história parece funcionar, em partes, como um término de relacionamento abusivo. Muitas vezes, pensamos que o passado sempre foi melhor, mas acabamos esquecendo dos dias ruins ou dos acontecimentos “negativos” devido ao inconsciente. É uma dependência emocional. Então, será mesmo que o passado realmente foi bom ou algo, da memória, nos foi tirado?  

História

Em suma, a teoria da história e a historiografia não é neutra, até mesmo a escolha do tema possui direções ideológicas, religiosas, sociais e culturais. É justamente devido a teoria que o historiador cria um método e formas de realizar a história para que se crie um paradigma que deve competir com outros. Um termo, por mais que pareça simples, leva a resultados divergentes e  pode mostrar muito sobre a opinião do historiador.  

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A história de um tempo depende de inúmeros fatores, tanto como a criação do historiador e até mesmo da época que ele viveu. Os temas que recebem ênfase em 2021 não são os mesmos que recebem ênfase em 1800 ou então, em 1950.  

Em um universo com tantas formas perigosas, a história não é uma ciência fácil: exige leitura e prática que, muitas vezes, pode desencadear em erros. Entretanto, é com os erros que os historiadores se ajudam e alteram paradigmas, é com eles que se pode seguir em frente e melhorar.  

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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