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sábado, 8 maio 2021
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MARROU: Do conhecimento histórico – Citações da obra

Marrou foi um grande nome para a teoria da história e foi um humanista cristão que escreveu a obra “Do Conhecimento Histórico”. Para ler mais sobre ela e um resumo sobre o que se trata, basta clicar aqui.

Morreu na França em 1977 e deixou como uma das obras mais importantes “História da Educação na Antiguidade”.

Marrou – citações

“Foi o que permitiu a L. Febvre escrever «A história faz-se com documentos escritos, sem dúvida. Quando os há. Mas pode fazer-se, deve fazer-se com tudo o que o engenho do historiador lhe pode permitir utilizar … Portanto, com palavras. Com sinais. Com paisagens e com telhas. Formas de campos e ervas daninhas. Eclipses da Lua e cabrestos de tiro! Exames de pedras por geólogos e análises de espadas de metal pelos químicos»”

“Os nossos predecessores fizeram muitas vezes uma ideia dela um pouco simplista. Assim, Langlois-Seignobos“” uma quantidade dada de documentos que existem, se não de documentos conhecidos o tempo (…) vai-a fazendo diminuir sem cessar; não aumentará nunca” (… por aqui se vê que nenhum dos nossos dois autores era arqueólogo!)”

Ainda que rejeitemos essa concepção estreita de história historicizante, nem por isso seremos menos levados a procurar a realidade, a existência passada, de fenômenos humanos localizados no tempo e no espaço (…) Em toda a parte se levantam, por exemplo, questões de data, de atribuição.” – Marrou

Um amador, cujo ouvido foi formado exclusivamente pelo uso do repertório clássico e romântico, a quem fazem ouvir, pela primeira vez, Schonberg ou Pierre Boulez, fica tão desconcertado como o arqueólogo diante de uma língua desconhecida; não fazem para ele sentido algum.”

“Não é também pela familiaridade, pelo hábito, pelo paciente confronto das analogias e das semelhanças, pela adaptação ao contexto, que conseguimos dilatar o nosso gosto, a nossa compreensão nesse domínio? … E isso também supõe, exige um espírito aberto (há pessoas cujo gosto é tão estreito, a vontade de não saírem de ali tão firme, que nunca compreenderão nada das formas novas que a arte possa ser levada a revestir), uma vontade de nos enriquecermos, de sairmos de nós mesmos, uma estrutura mental análoga àquela que, como vimos, exigia em história a compreensão do documento. ” – Marrou

 
Daiane Souza
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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