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terça-feira, 18 maio 2021
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Aristóteles: Citações e resenha da obra Política

No livro Política, Aristóteles começa a abordar temas relacionados à construção de uma cidade, desde críticas à pensadores anteriores a modelos criados. A cidade (Pólis) se formou a partir da junção de várias aldeias (Komé), em que estas, se formam pela união de várias famílias. Por esse motivo, o homem pode ser considerado um ser político por viver na Pólis e contribuir para seu crescimento. Podemos, portanto, levantar a questão: Por que famílias se reúnem? Pois, não se bastam em si mesmas, elas possuem interesses em comum, sendo um deles, a constituição.

A política aristotélica é essencialmente unida à moral, pois, o fim último do estado é a virtude, o ser humano precisa estar ligado à polis para alcançar isso. É como se o estado fizesse parte da condição moral do cidadão. A cidade pode ser considerada a efetivação de todas as necessidades, pois, o homem é um animal político, naturalmente social. Nenhuma cidade pode ser bem administrada sem que a classe média tome o controle das decisões.

“Toda cidade é um tipo de associação, e toda associação é estabelecida tendo em vista algum bem (pois os homens sempre agem visando algo que consideram ser um bem); por conseguinte, a sociedade política [pólis], a mais alta dentre todas as associações, a que abarca todas as outras, tem em vista a maior vantagem possível, o bem mais alto de todos.”

“O homem, por natureza, é um animal político.”

Aristóteles e argumentos contra Platão

O filósofo aborda sobre alguns argumentos de Platão, como por exemplo, o desejo de uma cidade singular e não plural. Ele acredita que a cidade não pode se tornar “um” e sim, vários. Além disso, é absurdo o que fora proposto por Platão: As mulheres sendo de uso de todos juntamente com os filhos, sem levar em consideração os índices de homicídios. O filósofo (Platão) acredita que os soldados se sentirão felizes em apenas proteger a cidade sem receber prêmios físicos, como se o dinheiro e as propriedades não fossem importantes para os seres humanos na época. Falando em terras, Aristóteles acredita que quando se torna de uso público, algumas pessoas podem contestar por produzirem mais que uns, etc.

Aristóteles é contra uma espécie de “comunismo” proposto por Sócrates no livro A República de Platão; onde os bens privados pertencem a todos, o estado não é uma unidade e sim, uma síntese de indivíduos distintos.

No início do livro, o filósofo Aristóteles aborda sobre as formas de escravidão, podendo existirem de duas formas: A natural e a convencional. A primeira se deve a pessoas que naturalmente nasceram para obedecer e outras possuem o dom para mandar. Enquanto na segunda, pode ser originada por guerra e lei: Quando vencemos o inimigo em guerra, por lei podemos torná-los escravos.

“O mesmo se dá em relação aos outros animais: a natureza dos animais suscetíveis a serem domesticados ou aprisionados é superior aos animais selvagens; para eles é vantajoso obedecer ao homem, como um meio de preservação.”

“Se os mil filhos da cidade fossem de cada cidadão, não como filhos de um, individualmente, mas como filhos de todos, bem pouca atenção teriam para si.” – Crítica de Aristóteles contra Platão.

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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