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quarta-feira, 4 agosto 2021
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Por que cuidar com as palavras no momento de escrever um texto de história?

HISTÓRIA: O Tratado de Tordesilhas foi assinado em 1494, cerca de seis anos antes da chegada portuguesa, o que levanta a suspeita de que não tenha sido uma descoberta apenas em 1500 ou que, apesar de ter sido assinado antes e os portugueses não terem vindo para as “futuras américas”, sabiam da existência das terras.

As formas e termos utilizados nestes contextos são perigosos: ao usar a palavra “descoberta”, favorecemos o lado dos europeus e, ao utilizar a palavra “invasão e genocídio”, favorece-se o lado dos indígenas.

Apesar da historiografia parecer inocente ao trazer datas e contextos, as palavras que estão inclusas no decorrer do texto não o são e dizem muito sobre as opiniões do historiador. A forma de se escrever não é neutra.  

A língua não pode ser resumida somente no contexto literal mas também no metafórico, irônico e recheado de figuras de linguagem como eufemismos, metonímias e muito mais. Além disso, as palavras possuem histórias e isso diz muito sobre elas e os seus usos.  

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Para um, o Hamas é um movimento de resistência enquanto, para outros, faz parte de um grupo terrorista. Israel argumenta que os ataques são para combater ao terrorismo, mas mataram mais de 65 crianças em duas semanas em maio de 2021. Argumentam que a luta é contra o Hamas mas começaram a invadir território palestino décadas antes do surgimento do grupo.  

História e termos

Outro exemplo é a criação do Hamas, em 1987, pelos grupos palestinos que sofriam com as repressões de Israel e as tomadas de suas terras. Em um lado da história, quando se narra sobre eles, encontra-se os termos “terrorismo”, “assassinos” e, em outro, “grupo de resistência”.

As formas, além de não serem inocentes, estão sempre acompanhadas de todo um contexto e estrutura. Neste caso, respectivamente, os primeiros termos são utilizados por pessoas que defendem Israel enquanto o segundo por aqueles que defendem Palestina.

Os conflitos de Israel com palestinos se intensificaram em maio de 2021 e o argumento dos israelenses é o combate contra o “terrorismo e assassinos (termos citados anteriormente)”, mas, em duas semanas haviam matado mais de 65 crianças.   

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O discurso não é neutro e isso é cada vez mais explícito através dos jornais e textos presentes nas redes sociais.

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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