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terça-feira, 3 agosto 2021
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Pré história termina com o surgimento da escrita? Será?

Para os positivistas, havia uma ideia que foi considerada pelos historiadores como simplista: como se os documentos escritos fossem acabar e depois disso a história estaria em seu ápice de descobrimentos. No entanto, apesar da história ser feita de documentos, eles vão além da escrita.

Durante muito tempo, e até mesmo alguns historiadores atuais carregam esse pensamento, acreditou-se que o pré acabava com o surgimento da escrita. Dessa forma, os períodos do verdadeiro início da história de cada local iriam variar e outros sequer a teriam justamente por isso. O blog Toda Matéria é um exemplo disso: chamam de pré brasileiro o período que não foi descoberto por Portugal e, consequentemente, não havia registros (clique aqui para ler a publicação no site oficial). 

 Vale ressaltar, entretanto, que ela existe muito antes da escrita e pode ser investigada através da cultura material de cada povo.  História não é apenas documento escrito, como acreditam Langlois e Seignobos, e não foi a escrita que fez com que os povos tivessem história: eles já viviam muito antes disso. Acreditar que o Brasil vivia a pré história antes dela e da chegada dos europeus, que “trouxeram a civilização”, pode ser considerada uma ideia eurocentrista.  

São através das fontes que se consegue elaborar narrativas críticas e que, em muitos casos, podem vir acompanhadas de historiografias. Em suma, as historiografias costumam trazer datas e “fatos” que, apesar de inocentes, possuem formas e contextos perigosos para serem problematizados dentro da Teoria da História. Um exemplo seria abordar sobre a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500.   

História não é ciência exata

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 Apesar de não ser como a ciência exata, ela ainda possui métodos e, para Gaston Boissier, é necessária uma análise sistemática e cuidadosa dos documentos para entender o que ele nos quer dizer.    Outro ponto importante, e que já é quase um acordo, é a necessidade da história e da teoria em possuir fontes. O historiador deve sempre revelar de onde tirou suas informações e qual a relevância delas para o estudo.   

Leia também: Movimento dos Sem Terra: O que é e o que defende

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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