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sábado, 27 novembro 2021
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Principais características da República Romana

Apesar do nome República ser semelhante ao nosso estilo de governo, existem muitas diferenças. O poder do estado romano poderia ser dividido entre todos, menos para escravos, crianças e mulheres. Então, o conceito de democracia também era diferente. O poder para de ser administrado por um rei e sua família e passa a ser público para todos que residem lá, mas com algumas exceções.  

Os romanos não viam problemas em juntar o dinheiro público com o privado. No entanto, viam problemas em tentar juntar tudo nas mãos de uma única pessoa. E é justamente por isso que os senadores aumentam em grande escala: Roma passou a registrar mais de 600 senadores durante o século I a.C, a maioria deles recebiam dinheiro do Estado.   

Para que um homem conseguisse votos para trabalhar como Senador, ele tinha que bancar festas públicas e ações públicas com seu próprio dinheiro – não existia uma verba para isso, então, limitava-se somente aos aristocráticos e com boas condições para investirem no cargo. Ter riqueza era um dos segredos para receber o apoio. O investimento nas festas era “pago” quando o senador vencia e tinha acesso ao dinheiro público.  Além disso, existia a classe chamada de CLIENTES, que tinham a função de bajular os patrícios e de receber por isso: era ao sustentar os clientes que patrícios – e futuros senadores – conseguiram promover uma campanha.  

Com isso, a população plebe começa a se revoltar e se organizar para exigir um representante para os seus votos porque sempre davam preferência para os patrícios. Esses representantes foram conhecidos como “tribuno da plebe”. Neste mesmo tempo, criaram a lei canuleia que permitia pessoas de situações econômicas diferentes se casarem.  

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Além da política da República, também é importante abordar sobre a economia: que era bastante dinâmica e contava com a cobrança dos impostos e também com a escravidão de grupos conquistados. Os patrícios e pessoas mais ricas possuíam grandes latifúndios. Até mesmo os terrenos baldios eram vistos como uma forma de reserva.  A economia sempre beneficia os mais ricos.  

As pessoas eram qualificadas de acordo com o trabalho – e existia uma distinção moral entre os grandes e pequenos empregos. Existia um desprezo pelo trabalho e uma valorização pela ociosidade: era uma honra conseguir um cargo público sem trabalhar ou ter grandes lucros com as plantações que eram feitas por escravos. 

  • Principais diferenças entre a Monarquia e a República:  
  • A conquista de Cartago por Roma 146 a.C ocasionou em algumas mudanças políticas de Roma: o local parou de se focar para a agropecuária e voltou para a pólis financeira. Começaram a despertar de forma ainda mais intensa o imperialismo, que não existia com tanta intensidade na Monarquia.
  • O camponês começa a sair das suas terras para ganhar dinheiro e os soldados começaram a ser supervalorizados: recebiam grandes promessas de terras e de conquistas. O pensamento passou a ser individualista.
  • E, no século II a.c, o número de burgueses já havia aumentado de forma expressiva.  Com todos os grupos tentando obter destaque e vantagem neste meio, a oligarquia – formada por patrícios — começou a enfraquecer. Os plebeus começaram a pedir por terras, exigir direitos e muito mais.  
Daiane Souzahttp://visaoconfiavel.com/
Formação em jornalismo pela Uniasselvi e em história pela FURB. Amante, desde o ano de 2017, pela produção de conteúdos, notícias e redação em geral. Atualmente, trabalha como redatora da agência jornalística Visão Confiável (http://visaoconfiavel.com/).

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