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sexta-feira, 23 julho 2021
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Sophie Desplancques: Egito Antigo – resumo

A obra criada por Sophie Desplancques aborda sobre a forma como os egípcios compreendem a história e se aprofunda no contexto das dinastias existentes na antiguidade. De acordo com a autora, é como se houvesse uma “civilização de pedra” que busca constantemente pelo passado e os resultados obtidos no início são tidos como forma de ensinar e aprender.  

“O Médio Império é marcado ao mesmo tempo pela lembrança de um passado glorioso e pelos ensinamentos trazidos por um período de crise.” (pág. 60) 

  As perspectivas de história variam de acordo com o contexto em que vive determinada população. Consequentemente, não são as mesmas para um brasileiro do século XXI e um egípcio na antiguidade.  Para Gaston Boissier, é uma ciência delicada e cheia de complicações, em que há a necessidade de fazer análises aprofundadas dos documentos para que se encontre sempre a verdade.  Já para Tácito, que é analisado por Gaston, a história deveria ensinar e servir como um modelo para o presente, conceito semelhante ao dos egípcios. Mais tarde, o historiador viria a ser citado por revoltosos na Revolução Francesa que comparavam o rei com os imperadores de Roma, como se os acontecimentos romanos servissem para ensinar aos franceses. Tito Lívio diz, no início de uma de suas obras, que o mais louvável da ciência da história são os exemplos que ela nos dá.  

Em suma, o Egito pode ser divido em três regiões: Alto, Médio e Baixo Egito. A cor da coroa que cada faraó usava mudava de acordo com a região. O Baixo Egito, por estar muito próximo ao Mar Mediterrâneo, foi um dos locais mais propensos para as invasões de concorrentes. No Alto, havia a forte ligação com os rituais faraônicos, que marcaram a religião dos povos daquele contexto.  

Sophie Desplancques

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Tanto no Egito quanto na região Mesopotâmica, havia forte desenvolvimento de agricultura. Sabia-se, através da astronomia, quando o rio iria encher e quais eram as estações. Com as variações do Nilo, tiveram que adequar as plantações de acordo com as cheias. O sistema de irrigação, tanto mesopotâmico quanto egípcio, era desenvolvido.  

Para que o rei mantesse a predominância, tinha que aumentar os laços com as cidades e os vizinhos. Isso fez com que realizassem forte controle das fronteiras e do sistema de escrita para que os registros fossem mantidos. O estrangeiro era atraente, mesmo que passasse pelo preconceito de vir de fora: poderia fornecer a mão de obra barata ou quase escrava. Muitos filósofos, tanto antigos quando modernos, viriam a abordar sobre as influências do estrangeiro e da escravidão, como é o caso de Aristóteles que defendia os princípios de “escravidão natural” em sua obra Política ou Montesquieu em Espírito das Leis.  

A escrita hieroglífica baseou-se na figura e tentativa de representar a fauna, flora, construções, ferramentas e até mesmo os seres humanos. É possível encontrar pedras e esculturas que estão preservadas em museus da época egípcia como é o caso de Shabti of Nefer-ib-re-sa-Neith que está no Albany Institute of History & Art, Estados Unidos, ou então Relief featuring blind harpist em Rijksmuseum van Oudheden, nos Países Baixos.  

A partir da vigésima sexta dinastia, Sophie Desplancques argumenta que surgiu o demótico. A Pedra de Roseta, que foi encontrada pelo exército de Napoleão em excursões no Egito está escrita em grego, demótico e hieróglifos que permitiriam, mais tarde, o desenvolvimento da egiptologia e tradução da língua. O demótico e hieróglifo são consideradas a mesma língua, mas em formas diferentes de serem tratadas.  

 
Daiane Souzahttps://manchetesdodia.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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