Comissão abre consulta para atualizar diagnóstico do diabetes

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Comissão abre consulta para atualizar diagnóstico do diabetes
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A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu uma consulta pública para atualizar os critérios de diagnóstico e tratamento de diabetes mellitus do tipo 1. Podem colaborar pacientes, profissionais de saúde e pesquisadores. O prazo se encerra na próxima segunda-feira (16).

A Conitec assessora o Ministério da Saúde nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS, bem como na constituição ou alteração de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

As sugestões devem ser enviadas por meio de um formulário eletrônico, disponibilizado no site da Conitec. Os novos parâmetros em vigor serão compilados em um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas.

O diabetes tem como causa a produção insuficiente ou a má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Considerada um transtorno metabólico, a doença engloba fatores genéticos, biológicos e ambientais.

Geralmente, o diabetes mellitus do tipo 1 se manifesta já na infância e na adolescência, mas também pode aparecer na fase adulta. A doença tem como sintomas a vontade de urinar diversas vezes ao dia, fome e sede constantes, perda de peso, fraqueza, fadiga, mudanças de humor, náusea e vômito. Se não tratado, o quadro pode ocasionar complicações agudas e crônicas, capazes de afetar os olhos, os rins, os nervos e o coração.

As principais medidas de prevenção da doença incluem uma dieta saudável, com ingestão de verduras, legumes e frutas e redução do consumo de sal, açúcar e gorduras. Como o sedentarismo é um fator de risco para o diabetes, a prática de exercícios físicos também ajuda a diminuir as chances de se ter a doença. Estudos indicam, ainda, que fumantes têm maior probabilidade de desenvolvê-la.

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O diabetes pode ser detectado através do exame de glicemia, que mede a taxa de glicose no sangue. Em alguns casos, quando esse nível está mais alto do que o normal, o estado chamado de pré-diabetes pode estar caracterizado. Trata-se de um importante sinal de alerta do corpo, já que pode significar a última chance de a pessoa rever hábitos alimentares e de saúde e conseguir impedir o diabetes.

O tratamento do diabetes do tipo 1 é feito com injeções diárias de insulina. As doses são necessárias para que a glicose no sangue seja mantida em taxas normais.

Análise do Ministério da Saúde revela que, de 2006 para 2018, houve um aumento na incidência da doença no país. No período, a porcentagem saltou de 5,5% para 7,7% da população adulta.

Os dados mostram que a prevalência maior se dá entre mulheres. Ao todo, 8,1% delas tiveram o diagnóstico confirmado, contra 7,1% dos homens.

O governo federal informou que, em 2018, foram distribuídos 3,2 bilhões de medicamentos para diabetes. Estima-se que, ao todo, 7,2 milhões de pacientes tenham sido beneficiados pela ação.

Fonte: O Presente