22.9 C
Brasil
segunda-feira, 19 abril 2021
Home Tecnologia & Ciência O asteroide 2001 FO32 passa próximo da terra, mas não há riscos

O asteroide 2001 FO32 passa próximo da terra, mas não há riscos

Um corpo celeste, o asteroide 2001 FO32, identificado na órbita da Terra desde 2001, atingiu a sua maior proximidade do planeta às 11h:00 desse último domingo. Ele conseguiu a façanha de aproximar-se da Terra a uma distância equivalente a cerca de 5 vezes a nossa distância da Lua, o que equivale a pouco mais de 2 milhões de quilômetros.

De acordo com os cientistas, o corpo só pôde ser observado como apenas um ponto insignificante através da lente dos poderosos telescópios da NASA; mas, apesar disso, ele foi categorizado como “potencialmente perigoso”, já que esteve por algum tempo abaixo das 19,5 vezes a distância entre a Terra e a Lua, que é considerada a distância segura para esse tipo de evento.

Segundo o Observatório de Paris, foi por volta das 14h que o “2001 FO32” atingiu essa sua maior proximidade da órbita terrestre; porém o fato de ele já ser monitorado há cerca de 20 anos, e ainda vir apresentando uma trajetória familiar e com bastante regularidade, descartou por completo as chances de uma possível colisão com a Terra.

As singularidades do asteroide 2001 FO32

Apesar do “susto”, a proximidade do asteroide 2001 FO32 com a Terra foi comemorada pelos cientistas. Isso porque esta é sempre uma oportunidade de renovar os registros que contam a história das quedas de asteroides no planeta, desde que o Ceres ultrapassou a nossa atmosfera em 1801.

De lá para cá, eles foram apelidados de membros da “família Apollo”, uma comunidade de asteroides sempre nas proximidades da Terra, e que necessitam de 1 ano para fazerem uma volta completa ao redor do Sol; e ainda aproveitarem esse percurso para uma “parada” rápida na órbita terrestre.

De acordo com o pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, Lance Benner, a passagem de um asteroide nas imediações do planeta é sempre uma oportunidade de aprendizado, especialmente no que diz respeito à energia que pode ser gerada com a sua queda, já que o último asteroide a aventurar-se por aqui, o Cheliabinsk, na Rússia, foi capaz de gerar uma energia quase 30 vezes maior do que a da bomba de Hiroshima.

Leia mais: Divina Comédia: resumo e crítica da obra

 

Baixe Nosso Aplicativo

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui